Terça, 13 de Março de 2007
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Publicado por mogli__ em 13 Mar 2007 | sob: t.i.
Avaliando o comportamento dos departamentos de TI atuais, vários aspectos são confrontados com alguns dogmas do início dessa ciência.
Dentre eles, temos a divisão das atribuições do departamento através de contratos com terceiros, caracterizando a prática do outsourcing na área de tecnologia.
Este bom hábito facilita muito o controle das operações de TI. Os gestores que, em dado momento, precisavam ocupar-se em planejar o orçamento estratégico e dimensionar um upgrade nas estações, por exemplo, delegam esse trabalho para o parceiro responsável por isso.
A organização ganha, diretamente, por não investir em bens de depreciação rápida, como são os equipamentos de tecnologia. Além disso, todos os custos agregados, como suprimentos e manutenção, também são responsabilidade da terceirizada.
É evidente que essa prática tem limites quando entra na questão de customizações e sigilo das informações. Mesmo assim, estas linhas não se contrapõem à idéia, e sim norteiam os termos dos contratos de prestação de serviço.
Por estas mesmas razões que, geralmente, os contratos de outsourcing em TI visam as áreas mais práticas do setor.
Uma vez assinados os contratos, a dependência da organização - mesmo com toda a força legal - na empresa contratada é considerável. Tendo isso em mente, deve-se tender sempre a manter uma relação de parceria, no lugar do clássico cliente-fornecedor.
Devem ser claras também as modificações de filosofia de uma TI corporativista para um departamento de TI com serviços terceirizados. Haverá diminuição no quadro funcional, porém a equipe terá acréscimo em polivalência e responsabilidade. O fato de um determinado serviço ser prestado por terceiros não tira a atribuição do setor de TI, que deverá cobrar e controlar a prestação desse serviço e sua boa qualidade.
A Fujitsu, referência em soluções de TI, publicou os 7 passos para outsourcing em TI, que descrevem algumas das modificações na organização e no departamento de TI interno.
Desprendendo-se de detalhes operacionais, os colaboradores poderão focar no negócio da organização. Além disso, a economia proveniente desses contratos de prestação de serviço permitirá também investimentos mais adequados para o desenvolvimento da corporação.
Dividir a TI em módulos e deixar que cada especialista cuide do seu é uma ótima maneira de ter sempre equipamentos e serviços atualizados, de boa qualidade e bem administrados.