Julho 2007
Arquivo Mensal
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Arquivo Mensal
Publicado por mogli__ em 11 Jul 2007 | sob: declarações
As máscaras de comportamento que o homem utiliza na sua vida em sociedade são deveras conhecidas.
Mesmo sem fundamentação, é simples de analisarmos uma pessoa com quem temos certa afinidade e perceber que a sua atuação muda conforme o ambiente.
Pior do que isso, existem aqueles que modificam suas maneiras para combinar com a onda ou para ser sempre simpático e bem visto. Isso não é exatamente um padrão de comportamento, falamos aí de falta de caráter.
O equilíbrio entre ser como a massa e agir de acordo com o cenário - profissional, pessoal, particular, familiar, … - ou ser fiel às suas palavras e representar uma quebra total de hipocrisias é algo raro. Primeiro porque ninguém consegue ser aquilo que diz, porque o que ela é depende do mundo que a cerca. Fortaleza sobre a inconstância não perdura. Segundo, porque é difícil. É chato.
Os rótulos da sociedade e os vícios da criação que temos criam essas barreiras. Acabamos por nos tornar uma pessoa para nossa família e outra para os amigos. Mais tarde, surge um novo ser, com novas reações e respostas, na vida profissional.
Como falamos, o extremo disso é a falta de caráter. O reverso total, um eremita. Balança difícil…
Eu, particularmente, procuro muito manter-me nessa tênue linha, mas é realmente complicado.
A retidão de caráter é um tema profundo e realmente pretendo comentá-lo em outra oportunidade. Minha proposta aqui é mais nobre: compartilhar minha enorme alegria e honra em conhecer alguém que encontrou, na sua índole, o resultado da equação exposta.
As palavras que ela diz são de uma riqueza única. Não que sejam sempre poesias incríveis, mas o simples fato de você ter a certeza de que aquilo que está ouvindo é verdade e é sincero faz com que você descubra o quão confortável é estar ao lado de alguém com um caráter invejável.
Segundas intenções ou joguinhos não existem. Não há omissão. Ela é impressionantemente clara e confiável.
Não obstante, a faculdade de ouvir lhe foi concedida no berço. É a única forma que encontro quanto tento entender como alguém pode ser tão bom ouvinte. Não de ficar quieto enquanto você deságua seus melindres, mas de ter sempre atenção e reflexão sobre o que está sendo discutido, eventualmente uma opinião construtiva ou apenas um aparecer conclusivo, mas sempre um retorno que garante que ela estava ali. Com você.
Complementando: sempre um retorno sincero.
Céus, o post ficaria enorme. Podemos falar das suas manhas? Da sua incrível dedicação e responsabilidade? Dos seus delicados medos ou talvez das ondas dos seus cabelos loiros?
O resumo de qualquer tópico sobre essa garota é convergente: impressionante.
Sweet child of mine, meus mais sonoros, carinhosos e - como aprendi com você - sinceros parabéns.
Feliz aniversário, Ally
Where do we go now?
Publicado por mogli__ em 01 Jul 2007 | sob: geral
Post direcionado. Provavelmente a pessoa a quem ele se destina nem saberá da sua existência, mas mesmo sim mantenho o registro.
Espero que apreciem![]()
Volto a questionar algumas teorias fatalistas.
Podemos acreditar que alguma coisa - momento, sentimento, vitória, relacionamento, situação… - seja eterna? Há alguma razão em dizer que […] vai durar para sempre?
A vida na Terra surgiu há 3,5 bilhões de anos e esse piscar de olhos foi o suficiente para que formas de vida surgissem e desaparecessem. Os dinossauros, exemplo típico, existiram entre aproximadamente 230 milhões e 65 milhões de anos atrás. E, acreditem, tinham força e tamanho suficientes para continuar por aí até hoje.
O Holy Roman Empire, por sua vez, durou de 753 AC a 476 DC. Era vasto, impetuoso, blá blá blá. Sucumbiu.
Neste clima de Maravilhas do Mundo Moderno, lembremos do Colosso de Rodes. Era uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, uma estátua toda de bronze com trinta metros de altura. Tinha os pés nas margens do canal da Ilha de Rodes e representava Hélios, o Deus do Sol. Demolida com um terremoto.
Hum… Torres Gêmeas? Bem, todos sabemos, deixa pra lá…
Temos também alguns exemplos do mundo virtual. A bolha da internet é uma prova disso. Cresceu, chamou atenção, atraiu investimentos… Até que, um belo dia, alguém disse: “pópará, que palhaçada é essa?!”. Estourou.
Temos incontáveis indícios de como as ações e construções humanas são perecíveis. Não sei se podemos provar isso, mas é uma verdade tangível e diária: somos efêmeros.
Porém, o que eu realmente questiono é o retorno: mesmo com a extinção, não poderia nascer uma linhagem de dinossauros? Não poderia Roma voltar a dominar regiões e se tornar uma grande potência? Foram construídas estátuas e obras gigantescas mesmo depois do Colosso de Rodes, não? Há até um projeto de reconstrução do WTC.
Life is a loop.
Com a nossa insignificância atestada à toda prova, quais critérios uma pessoa tem para afirmar que não dá mais? Quais argumentos - eu pergunto - qual a razão existente por trás desta afirmação intemporal e levemente profética? Nós não podemos - não podemos - dizer que nada pode voltar, da mesma forma como não podemos dizer que algo seja eterno. Como a existência tem um fim, o fim tem um início.
E o início, um fim; o fim, um início.
Bilbo disse there and back again, e eu adoro esta frase. Ela é perfeita, uma lição de vida em quatro palavras.
Medo. A mediocridade da nossa espécie tem isso: o medo impede, inibe, controla a razão. E isso, provavelmente, é o que leva algumas pessoas a, surpreendentemente, negarem a possibilidade óbvia da felicidade. Medo faz as pessoas negarem o amor.
Para quê? Para talvez - só talvez - ter o direito de dizer “eu estava certa”. Recusa o amor, flagela-se a cada nova experiência frustrada, suja-se em cada mão estranha que encontra e perde o seu brilho a cada pontada de desespero.
Mas estava certa!