Domingo, 1 de Julho de 2007

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idas e vindas

Publicado por mogli__ em 01 Jul 2007 | sob: geral

Post direcionado. Provavelmente a pessoa a quem ele se destina nem saberá da sua existência, mas mesmo sim mantenho o registro.
Espero que apreciem :)

Volto a questionar algumas teorias fatalistas.

Podemos acreditar que alguma coisa - momento, sentimento, vitória, relacionamento, situação… - seja eterna? Há alguma razão em dizer que […] vai durar para sempre?

A vida na Terra surgiu há 3,5 bilhões de anos e esse piscar de olhos foi o suficiente para que formas de vida surgissem e desaparecessem. Os dinossauros, exemplo típico, existiram entre aproximadamente 230 milhões e 65 milhões de anos atrás. E, acreditem, tinham força e tamanho suficientes para continuar por aí até hoje.

O Holy Roman Empire, por sua vez, durou de 753 AC a 476 DC. Era vasto, impetuoso, blá blá blá. Sucumbiu.

Neste clima de Maravilhas do Mundo Moderno, lembremos do Colosso de Rodes. Era uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, uma estátua toda de bronze com trinta metros de altura. Tinha os pés nas margens do canal da Ilha de Rodes e representava Hélios, o Deus do Sol. Demolida com um terremoto.

Hum… Torres Gêmeas? Bem, todos sabemos, deixa pra lá…

Temos também alguns exemplos do mundo virtual. A bolha da internet é uma prova disso. Cresceu, chamou atenção, atraiu investimentos… Até que, um belo dia, alguém disse: “pópará, que palhaçada é essa?!”. Estourou.

Temos incontáveis indícios de como as ações e construções humanas são perecíveis. Não sei se podemos provar isso, mas é uma verdade tangível e diária: somos efêmeros.

Porém, o que eu realmente questiono é o retorno: mesmo com a extinção, não poderia nascer uma linhagem de dinossauros? Não poderia Roma voltar a dominar regiões e se tornar uma grande potência? Foram construídas estátuas e obras gigantescas mesmo depois do Colosso de Rodes, não? Há até um projeto de reconstrução do WTC.

Life is a loop.

Com a nossa insignificância atestada à toda prova, quais critérios uma pessoa tem para afirmar que não dá mais? Quais argumentos - eu pergunto - qual a razão existente por trás desta afirmação intemporal e levemente profética? Nós não podemos - não podemos - dizer que nada pode voltar, da mesma forma como não podemos dizer que algo seja eterno. Como a existência tem um fim, o fim tem um início.
E o início, um fim; o fim, um início.

Bilbo disse there and back again, e eu adoro esta frase. Ela é perfeita, uma lição de vida em quatro palavras.

Medo. A mediocridade da nossa espécie tem isso: o medo impede, inibe, controla a razão. E isso, provavelmente, é o que leva algumas pessoas a, surpreendentemente, negarem a possibilidade óbvia da felicidade. Medo faz as pessoas negarem o amor.

Para quê? Para talvez - só talvez - ter o direito de dizer “eu estava certa”. Recusa o amor, flagela-se a cada nova experiência frustrada, suja-se em cada mão estranha que encontra e perde o seu brilho a cada pontada de desespero.
Mas estava certa!

Ao vencedor, as batatas.