Segunda, 1 de Outubro de 2007
Arquivo Diário
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Publicado por mogli__ em 01 Out 2007 | sob: declarações
Você ainda recebe presentes embrulhados em caixas com lacinhos e um belo papel temático em volta? Não aqueles com a marca estampada, como embalagens de perfumarias ou grandes lojas, e sim um em que o pacote já é um presente por si só.
Bem, mesmo que não venha sendo uma prática comum com você, provavelmente alguma vez você já recebeu um desses, então concentre-se nesta recordação. Compare o momento de abrir o pacote com uma possível situação em que você receba o mesmo produto, mas sem enfeites extras.
Sinta esta comparação, tente visualizar a sua reação. Meu objetivo é levá-lo à conclusão de como o processo da descoberta valoriza o resultado.
Se não chegou até este ponto, tentemos outra abordagem: você, garoto (damas também podem utilizar este exemplo, mas reservo a elaboração a cada uma de vocês), foque suas lembranças no primeiro dia em que você pôs suas patas imundas no quadril da sua namorada (é, utilizei de eufemismo apenas para manter o nível da conversa, você entendeu). Agora, pense na última vez em que você fez a mesma coisa. Hoje, ontem, qualquer dia recente.
A sensação que você teve foi diferente, não?
Então, não que você não goste da sua garota, de forma alguma, mas a primeira vez foi uma descoberta. As seguintes foram, bem, as seguintes.
Ok, agora que concordamos no valor da descoberta sobre o resultado dela, posso discursar sobre como gosto dessa garota que você vai entender.
Era uma menina.
Conheci o Fernando. Nunca chegamos a uma conclusão sobre o ponto exato, mas nós no conhecemos. No colégio, provavelmente. Era um garoto de destaque algumas séries antes de mim. Então vieram as olimpíadas da escola, ele me emprestou Zelda (Ocarina of Time, grande jogo) e começamos a treinar karatê juntos. Ficamos amigos (e agradeço por isso todos os dias)(ok, não agradeço não, mas deveria.).
E ela passou a ser a irmãzinha do meu amigo.
Entrou a fase da música e das viagens pelo karatê. Passei a frequentar a Rua e a ficar noites tocando músicas de amor e falando besteiras sobre o mundo e a vida. Surgiram os ensaios da banda e as primeiras bebedeiras festas.
E ela era a irmã do meu irmão.
Veio o verão de 01/02 e o último restaurante da minha família. Comecei a frequentar a casa de praia deles. Nos verões seguintes foi a vez de me tornar guia turístico e intérprete pela secretaria de turismo, mais do que motivo para passar toda a temporada com eles. Montamos Ruivo e os Pentelhos e a casa passou a ser Bolsão. O nosso Bolsão.
E ela era minha amiga, irmã do meu irmão.
Eis que o mano vai para Curitiba e eu passo os finais de semana na casa deles, mas sem ele. Ok, era estranho eu dormir na cama dele enquanto ele estava em outro estado, mas eu me sentia muito bem. A esta altura a mãe já havia me adotado, bem como (eu imagino e espero) toda a família, e com isso tive a oportunidade de conhecê-la melhor.
Então ela passou a ser minha irmã.
Passeei com ela no shopping. Decidimos presentes para a mãe, cuidamos dos porres do mano nas baladas. Conversamos sobre garotos, ensino médio, amigas e as mudanças da vida. Segurei-a no colo em algumas festas enquanto ela se recompunha e joguei algumas partidas de canastra com ela.
E continuo, com muito prazer, descobrindo mais dela a cada novo dia.
Mana, mesmo depois disso tudo saiba que, como o mano falou, você continua sendo nossa inha.
E que, com o que disse aqui e mais o mundo que está por vir, eu amo muito você.
Feliz aniversário Papú!
Éééé… atrasado
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