Fair Enough
Publicado por mogli__ em 31 Mar 2008 | sob: geral
Ok, não consigo descrever como me sinto por estar sem postar há tanto tempo.
Há uma agonia na minha alma, tenham certeza disso.Mais um post com tema sugerido. Desta vez, my sweet Boo, ousada, pediu que eu falasse sobre competição.
Honey, desculpe se não atingi suas expectativas, mas eis um pouco do que penso sobre o assunto.
Acho curioso como a vida selvagem é pacífica. Exceto momentos de alimentação e afins, a harmonia em selvas, savanas e outros terrenos similarmente “hostis” é tocante. O jângal, como descrito por Rudyard Kipling, poderia ser visto como perfeitamente comum. “Não matareis em vão, apenas pela tua fome ou da tua prole”, ensina o urso a um grupo de filhotes de lobo, que brincam com tartarugas e pássaros.
Contudo, não podemos imaginar que os animais não lutem pela sobrevivência. Sim, há uma batalha ferrenha, e não apenas entre caça e caçador, mas também nos clãs, por liderança, disputas de posição ou escolha de parceiros.
Como Cornwell ensina, o destino é inexorável: a necessidade de competição é natural.
Se competir pode ser entendido como disputar, ou guerrear, temos uma lição clara do no início dos Estudos Preliminares, do Mestre Sun Tzu, quando ele afirma que “a guerra é uma questão vital para o Estado. Por ser o campo onde se decidem a vida ou a morte, o caminho para a sobrevivência ou a ruína, torna-se de suma importância estudá-la com muito cuidado em todos os seus detalhes”.
Ora, Darwin defendeu um aspecto de competição ao propor a seleção natural. Afinal, se não houvesse necessidade de adaptação, haveria evolução?
Certo, mas este é um pensamento delicado. Se concordarmos, então, que para todo aprimoramento é necessária uma competição, podemos transformar nossas vidas em um inferno.
Prevendo a conseqüência vil deste raciocínio, o próprio General Tzu esclarece, para qualquer mente bélica de plantão, que o real objetivo da guerra é a paz.
Não precisamos esquecer a ética e sair demolindo nossos iguais para saciar o instinto animal de competição. Mesmo se compreendermos que “concorrência é a alma do negócio”, devemos perceber que a disputa não é para derrotar o concorrente - o que, por conseqüência, acabaria com a concorrência! - e sim para conquistar a clientela.
Isso fornece parâmetros para argumentarmos a favor da colaboração, sem deixar de lado a saudável competição.
“Certo, inimigo, faremos o seguinte: construiremos esta arma juntos, depois veremos quem luta melhor com ela”.
Fair enough, isn’t it?
Evitei, propositadamente, falar sobre ambientes profissionais. Aos que ainda estão em dúvidas, a lição magna de O demônio e a Srta. Prym: é tudo uma questão de controle e escolha.
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quando li pensei ‘ok, falou sobre o que sugeri, mas…’
e depois entendique, implícitamente, teve relação com o que eu pensei.
vivemos, então, numa ’selva de pedra’, certo?
mo *;
Adooooooro meu RSS. auheauhuahe Só vi agora.
Então. Nada mais justo mesmo. Competição é intrínseca ao ser. ^^
Fico sem ter o que comentar, já que concordei com tudo. AAYUHEUAHEUhAUEHAUHEaE