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	<title>Cosmolite</title>
	<link>http://blog.calil.com.br</link>
	<description>mostre o seu universo</description>
	<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 20:38:59 +0000</pubDate>
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		<title>Fair Enough</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 07:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>geral</category>

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		<description><![CDATA[Ok, não consigo descrever como me sinto por estar sem postar há tanto tempo.
Há uma agonia na minha alma, tenham certeza disso.
Mais um post com tema sugerido. Desta vez, my sweet Boo, ousada, pediu que eu falasse sobre competição.
Honey, desculpe se não atingi suas expectativas, mas eis um pouco do que penso sobre o assunto.

Acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ok, não consigo descrever como me sinto por estar sem postar há tanto tempo.<br />
Há uma agonia na minha alma, tenham certeza disso.</p>
<p>Mais um post com tema sugerido. Desta vez, my sweet Boo, ousada, pediu que eu falasse sobre competição.</p>
<p>Honey, desculpe se não atingi suas expectativas, mas eis um pouco do que penso sobre o assunto.</p>
</blockquote>
<p>Acho curioso como a vida selvagem é pacífica. Exceto momentos de alimentação e afins, a harmonia em selvas, savanas e outros terrenos similarmente &#8220;hostis&#8221; é tocante. O jângal, como descrito por Rudyard Kipling, poderia ser visto como perfeitamente comum. &#8220;Não matareis em vão, apenas pela tua fome ou da tua prole&#8221;, ensina o urso a um grupo de filhotes de lobo, que brincam com tartarugas e pássaros.<br />
Contudo, não podemos imaginar que os animais não lutem pela sobrevivência. Sim, há uma batalha ferrenha, e não apenas entre caça e caçador, mas também nos clãs, por liderança, disputas de posição ou escolha de parceiros.</p>
<p>Como Cornwell ensina, o destino é inexorável: <strong>a necessidade de competição é natural</strong>.</p>
<p>Se competir pode ser entendido como disputar, ou guerrear, temos uma lição clara do no início dos Estudos Preliminares, do Mestre Sun Tzu, quando ele afirma que &#8220;a guerra é uma questão vital para o Estado. Por ser o campo onde se decidem a vida ou a morte, o caminho para a sobrevivência ou a ruína, torna-se de suma importância estudá-la com muito cuidado em todos os seus detalhes&#8221;.</p>
<p>Ora, Darwin defendeu um aspecto de competição ao propor a seleção natural. Afinal, se não houvesse necessidade de adaptação, haveria evolução?</p>
<p>Certo, mas este é um pensamento delicado. Se concordarmos, então, que para todo aprimoramento é necessária uma competição, podemos transformar nossas vidas em um inferno.</p>
<p>Prevendo a conseqüência vil deste raciocínio, o próprio General Tzu esclarece, para qualquer mente bélica de plantão, que <strong>o real objetivo da guerra é a paz</strong>.</p>
<p>Não precisamos esquecer a ética e sair demolindo nossos iguais para saciar o instinto animal de competição. Mesmo se compreendermos que &#8220;concorrência é a alma do negócio&#8221;, devemos perceber que a disputa não é para derrotar o concorrente - <em>o que, por conseqüência, acabaria com a concorrência!</em> - e sim para <strong>conquistar a clientela</strong>.</p>
<p>Isso fornece parâmetros para argumentarmos a favor da colaboração, sem deixar de lado a saudável competição.<br />
&#8220;Certo, inimigo, faremos o seguinte: construiremos esta arma juntos, depois veremos quem luta melhor com ela&#8221;.</p>
<p>Fair enough, isn&#8217;t it?</p>
<blockquote><p>Evitei, propositadamente, falar sobre ambientes profissionais. Aos que ainda estão em dúvidas, a lição magna de  O demônio e a Srta. Prym: é tudo uma questão de controle e escolha.</p>
</blockquote>
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		<title>Pré festa</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/12/17/pre-festa/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 05:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>geral</category>

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		<description><![CDATA[Escrevi este texto alguns anos atrás. Na época eu morava em outra casa, cursava outra faculdade e estava em dois estágios, mas o hábito de escrever tempestades em copos d&#8217;água já existia.
Posto especialmente para minha Galega, que gosta muito da história. Houve pequenas correções, mas tentei não alterar os traços principais, tanto da idéia quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Escrevi este texto alguns anos atrás. Na época eu morava em outra casa, cursava outra faculdade e estava em dois estágios, mas o hábito de escrever tempestades em copos d&#8217;água já existia.</p>
<p>Posto especialmente para minha Galega, que gosta muito da história. Houve pequenas correções, mas tentei não alterar os traços principais, tanto da idéia quanto os que refletem o contexto em que eu estava.</p>
<p>Resumiria como &#8220;o que importa é a viagem, não o destino&#8221;, que John Grogan comenta em Marley &#038; Eu, livro que minha princesa também gosta muito. =)</p>
<p>Ê, laia&#8230;
</p></blockquote>
<p>Tenho observado como é interessante o ato de preparar o quarto para a noite. Não, não “A Noite”, qualquer noite, noites comuns. Agrada-me toda a cerimônia.</p>
<p>Você chega em casa e vai soltando as coisas no quarto. Ele nunca recebe a devida atenção. Mochila, jaqueta, sapato, chaves. Larga-se em qualquer suporte que fique ao alcance dos braços sem que seja necessário qualquer modelo de genuflexão posterior.</p>
<p>Você não mexe na cama.<br />
Abusa do banheiro.<br />
Simplesmente ignora os sentimentos e razão de ser daquele incompreendido buraco na parede.</p>
<p>Sai para o restante da casa, mas, inevitavelmente, haverá uma volta. O retorno. O ato de entrar – ah, começou Full Circle. É, Aerosmith, sua mula inculta. A mensagem de “amanhã será melhor” dessa música é tão revigorante&#8230; – no quarto quando você sabe que precisa dormir e que o dia está acabando é totalmente diferente. Você entra com aquele ar de favorito, com o âmago da sua gratidão concentrada nele: seu quarto.</p>
<p>Claro, provavelmente também no banheiro. Arrumam-se os livros e revistas, empilha-se a roupa suja. Lixeiro está limpo, bacio também. Não, a pia nunca está limpa. Você a organiza. Lava o rosto, escova os dentes, os cabelos. Amarra o cabelo. Admira-se no espelho, decepciona-se com a fria realidade e vira as costas. Apaga a luz mas deixa a porta aberta, é necessária a ventilação que entra pelo basculante.</p>
<p>Confere que a veneziana da janela esteja trancada, mas não baixa o vidro. No máximo de uma só, porém não em novembro. </p>
<p>Arruma os calçados e olha para a escrivaninha. Céus, o pensamento “com tudo isso aqui, meu guarda-roupas está vazio?” é inevitável. Triagem. Limpo, sujo, limpo, “meu Deus”&#8230; As que sobraram na mesa são separadas entre informais e roupa para trabalho. Trabalho, quase ia me esquecendo. Sempre há o intervalo para as responsabilidades, quando você está arrumando alguma coisa. O assunto entra por uma periferia, mas acaba tomando a sua mente. Por exemplo, ao arrumar as roupas do trabalho você lembra-se daquela pendência que deixou hoje ao sair, que te faz recordar do relatório da disciplina mais impertinente da faculdade, e então a coisa toda chega a um nível de necessidade no seu cérebro que você tem que parar. Pega a mochila, onde estão seus itens de sobrevivência na cidade, a calculadora e uns papéis para rascunho e senta-se na cama. Claro, ninguém usa uma escrivaninha como uma escrivaninha deve ser usada. São outros seres incompreendidos, podemos falar sobre eles no futuro. </p>
<p>Abre a mochila – Savage Garden com Crash and Burn, ela passa um sentimento de companheirismo que me faz lembrar algumas pessoas, mas quando termina eu as esqueço. Tão romântico. – e tira ela, a incomparável: a agenda. Não, se você não tem o hábito de usar uma você não pode imaginar a necessidade que sente alguém que as usa. É indescritível. Abre a folha do calendário para se situar, pula para as páginas da semana atual. Revisa os dias anteriores para checar itens pendentes, as futuras para se planejar. Pára na atual. Rabisca algumas coisas, a concentração foge e você começa a desenhar uma caveirinha – ou uma ilha, ou um elefante. Qualquer coisa sem nexo – ela volta porque você se surpreende como o tempo passa rápido, e aquele relatório realmente é para depois de amanhã. Bem, depois de amanhã ainda está longe. Começa o levantamento orçamentário. Contas a pagar, a pagar, a receber, a pagar. Porque a pagar é sempre maior? Impropério. Arruma os papeizinhos, confere lembretes e notas fiscais que são guardadas na carteira – Nirvana com Polly. Sem análises para essa – e guarda tudo. Certifica-se de que todo o equipamento do dia seguinte está na mochila para não ter de pegar coisas antes de sair de casa. Embrulha tudo.</p>
<p>Escrivaninha, janelas, banheiro, roupas, mochila. Sim, a cama. Ó cama. Tira a coberta, sacode e a pendura na cadeira. Bate os travesseiros e os empilha sobre a coberta. Estica o lençol, pega o travesseiro de cima e bate na cama. Não que esteja suja, mas a sensação de “ventilação” no lençol é interessante. Joga os travesseiros nas suas posições e estica a coberta.</p>
<p>Percebe dois pontos críticos: a ventilação, tão sublime, não teve seu fator chave, o ventilador; e o som, essencial, foi ligado, mas o aparelho não teve CD ou rádio escolhida. Você sabia que havia algum ruído te importunando, e era aquela estação comercial tocando sons alienígenas. Abre o porta CDs. Passa por vários. Avalia seu estado de espírito. Será algo inteligente ou psicodélico – ou seja, de The Doors a Pink Floyd, passando por Oasis e Aerosmith. Põe na rádio de todas as noites, se a música ou o papo for bom pode abdicar ao CD. Claro, junto da música vem o incenso, você precisa de um incenso. Escolhe entre os dois sabores, sem muita especificação nesta parte. Depois liga o ventilador, sem apontar para a cama e de costas para o incenso, de forma que seu aroma seja espalhado pelo quarto.</p>
<p>Chegou o momento decisivo. Celular está carregando e pronto para despertar. Você apaga a luz principal e liga o abajur ou qualquer outra iluminação indireta. Veste uma roupa folgada, pega o livro. Começa a ler, mas não está agradável, talvez correr os olhos sobre alguma matéria da aula. Também não, quem sabe só ouvir rádio, sem ocupar muito a mente. Que droga, isso também é chato.</p>
<p>A constatação final: a barreira de todas as noites. Dormir assim, em casa, sem nada de especial, é extremamente tedioso, perigoso e difícil.</p>
<p>Sabe aquela sensação de que a “pré festa” é sempre melhor que a festa? Isso, quando você passa a semana programando, planejando e convidando para o sábado à noite, e ele acaba sendo um saco. Era sobre isso, afinal que eu queria falar. A que será que se deve esse sentimento tão cretino? Há quem diga, e eu particularmente concordo, que é uma relação de decepção. Você visualiza e monta tanto aquele evento que quando ele acontece – e raramente será conforme você esperava – a decepção sobrepõe-se a toda a alegria daquele instante. Ó decepção, tão fria, concreta e intransponível. Você não encontra uma saída para ela, no máximo um consolo, uma desculpa. Que acaba a tornando pior.</p>
<p>Buscando-se uma saída para isso, chega-se a um chavão de discursos morais. Tentarei introduzi-lo de maneira diferente. Seu corpo está – seguindo-se as regras da física – no hoje, certo? Então porque, cristão, sua mente está no semana que vem, ou no amanhã à noite? Não, não estou dizendo “seja inconseqüente”, mas sim “viva o momento junto com seu corpo, viva agora”. Claro, planejar gera grande parte do sucesso na vida, mas não se prenda a planos. Desta forma o tombo da decepção é menor.</p>
<p>As formas naturais são as mais certas.</p>
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		<title>en passant</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Nov 2007 03:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>declarações</category>

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		<description><![CDATA[Eu lia livros. Bem, no começo eram gibis, mas eu lia mesmo assim. Vários, repetidas vezes.
Eram os meus gibis, as minhas histórias.
Eu jogava videogames (Ha-ha, jura?!). Por horas e horas, tresloucado. Perdia demais, mas eu era o melhor.
Porque eram os meus jogos.
Eu jogava xadrez. Por vezes seguidas, não importava o adversário. Bem, importava. Se fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu lia livros. Bem, no começo eram gibis, mas eu lia mesmo assim. Vários, repetidas vezes.<br />
Eram os meus gibis, as minhas histórias.</p>
<p>Eu jogava videogames (Ha-ha, jura?!). Por horas e horas, tresloucado. Perdia demais, mas eu era o melhor.<br />
Porque eram os meus jogos.</p>
<p>Eu jogava xadrez. Por vezes seguidas, não importava o adversário. Bem, importava. Se fosse melhor do que eu, curiosamente, as partidas não duravam muito.<br />
Mas, em geral, eu vencia.<br />
Era o meu tabuleiro.</p>
<p>Com mais alguns detalhes obtusos e sórdidos, este era o  meu mundo. Era confortável e fácil, e eu não me importava com muito mais do que isso.<br />
Até que ele surgiu.</p>
<p>De início era inconsciente, mas o que mais me cativou nele é que ele também tinha o mundo dele, muito similar ao meu. Não sei se por curiosidade ou instinto de macho alfa, mas eu quis conhecer melhor aquela criatura que, de uma forma que eu não compreendia, tinha uma vida enigmaticamente parecida com a minha.</p>
<p>Até que as professoras começaram a falar dele também. Não, impossível. Elas deveriam falar apenas de mim! Contudo, teimosamente, o referenciavam.<br />
Isso não me deixou dúvidas: eu tinha de conhecê-lo melhor.<br />
Fi-lo, e conheci a mim mesmo.</p>
<p>Modéstia à parte, o fascínio dura até hoje.</p>
<p>Tornamo-nos homens em universos distintos. Os desafios que a vida me trouxe foram diferentes dos problemas que o amadureceram, e esses panoramas nos oferecem descobertas constantes.<br />
E, do meu lado, apertam os laços.</p>
<p>Mano, eu já disse e repeti isso mais vezes do que o meu orgulho gosta de admitir. Admiro demais você e a maneira como leva a sua vida. Não são modos que eu praticaria, em geral, mas merecedores de reconhecimento.<br />
<strong>Amo você</strong>, por tudo, por ser essa entidade que você é. Por facilitar tanto o preenchimento de adjeticos depois de dois pontos.</p>
<p>Francamente, acho que você não sente o mesmo por mim. Em várias ocasiões pude observar a diferença na consideração que temos entre nós. Contudo, o fato de o que eu digo não ser recíproco mais me instiga do que entristece.</p>
<p>Assim eu tenho que te conquistar. É mais divertido.<br />
Se você sentisse o mesmo que eu, não teria graça. Seria fácil demais.</p>
<p>Feliz aniversário, Mano.
</p>
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		<title>Doenças urbanas: solidão</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/10/25/doencas-urbanas-solidao/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 02:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>geral</category>

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		<description><![CDATA[Francisco atravessou a estrada de chão que dividia a propriedade do vizinho com sua vara de pescar apoiada no ombro.
Parou para uma prosa com Jonas, na sua rotineira visita na região para vender pães.
Soube que Helena, aquela beleza de garota que mora perto da igreja, estava de aniversário e seu pai iria matar um boi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco atravessou a estrada de chão que dividia a propriedade do vizinho com sua vara de pescar apoiada no ombro.<br />
Parou para uma prosa com Jonas, na sua rotineira visita na região para vender pães.<br />
Soube que Helena, aquela beleza de garota que mora perto da igreja, estava de aniversário e seu pai iria matar um boi para comemorar.<br />
Despediu-se do colega e pulou a cerca que seguia a via, para tomar o caminho do rio.<br />
Espremeu os olhos contra o sol antes de cumprimentar o Nilson, que tratava dos cavalos no pasto.</p>
<p>Andressa movimentava-se com dificuldade no ônibus apertado. Tinha pressa, já passara do seu ponto de descida porque ninguém havia solicitado uma parada, e puxar a corda sem estar em frente à disputada porta era inútil.<br />
Desceu na frente do supermercado do bairro e aproveitou para comprar alguma coisa. Fila para lanche, fila para pão, fila no caixa. Levemente entediada, encaixou os fones de ouvido e ligou o som. Bateu o pé no ritmo da música que só ela ouvia, agradecendo por abafar o bip do caixa.<br />
Isso o atendente conhecia bem. Bip, bip, bip. Débito ou crédito? Próximo. Duas horas mais tarde ele teria seu intervalo de trinta minutos, 10 deles empenhados na fila da lanchonete.</p>
<p>Francisco provavelmente acabou largando a pescaria para dar um mergulho. Na volta, passaria no centro para saber das festividades de logo mais.<br />
Andressa deve ter largado as bolsas todas na mesa, respondido alguns e-mails e terminado a noite trocando de canais.</p>
<p>É evidente que os cenários foram montador para ressaltar o contraste, contudo é certo que nenhum deles mostra momentos imaginários ou excêntricos.<br />
O segundo trecho provavelmente faz parte do cotidiano de muitos. Há uma patologia das massas que agrupa vários comportamentos típicos dos moradores de centros metropolitanos. Infelizmente, a maioria desses comportamentos <em>não é natural</em>.</p>
<p>As sociedades surgiram por necessidade e instinto. O homem vive em grupo e, desde que as primeiras noções de vida social foram evoluindo, diversas pequenas seleções, dentro do universo de uma determinada população, eram criadas.<br />
Os freqüentadores de uma paróquia, caçadores de uma região, sócios de um negócio, fraternidades, cooperativas, família. Em vários graus de abrangência, o homem sempre contou com conceitos coletivos para se sentir acompanhado.<br />
<strong>Para sentir-se parte de algo</strong>.</p>
<p>Francisco é parte de uma comunidade pequena e simples. Quase todos se conhecem, compartilham os eventos mais importantes e possuem grande dependência entre si.<br />
Andressa vive em um arquipélago. As urgências da máquina capitalista, indiferença com as pessoas, insegurança e inversão de valores leva os cidadãos das grandes cidades a um marasmo social que cria, em cada um dos seus anônimos elementos, brecha para uma incômoda e complicada solidão.</p>
<p>Há quem tenha direito de dizer que está sozinho, sem que necessariamente seja um alienado social, é claro. Mas ouso defender que a maioria das cabeças solitárias desses mares de concreto ainda não parou para tentar entender a origem desta angústia toda.</p>
<p>Remédio? O oposto, é claro. Talvez as pessoas sejam boas e simpáticas, basta que tenham uma chance de mostrarem isso. Tome a iniciativa.<br />
Conheça seus vizinhos. Vá ao cinema, jogue carta, dê jantares. Descubra o nome do seu porteiro e de todos os funcionários da empresa onde trabalha.<br />
Monte seus ambientes. Crie um universo, para poder fazer parte dele. Construa seu grupo, isso é natural.</p>
<p>Outras doenças urbanas? Provavelmente Francisco não sofrerá de estresse bucólico, estafa campestre, síndrome de mato&#8230;</p>
<blockquote><p>Este foi meu primeiro post com tema sugerido. &#8220;Fale sobre solidão&#8221;, disse o Mano. Isso é estranho, porque tenho medo de acabar decepcionando quem indica o tema, visto que nossas interpretações sobre o assunto podem não ser iguais. Mano, conto com sua compreensão <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>responsabilidade de fato</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/10/04/responsabilidade-de-fato/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 02:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>livro das virtudes</category>

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		<description><![CDATA[(O Livro das Virtudes, William J Bennett, p. 139)
Ser &#8220;responsável&#8221; é &#8220;responder pelos próprios atos&#8221;, é corresponder. No Jardim do Éden, foi um Adão imaturo que, ao descobrir que comera o fruto proibido, colocou a responsabilidade em Eva. E foi uma Eva imatura que, por sua vez, colocou-a na tentação da serpente. Aristóteles foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(O Livro das Virtudes, William J Bennett, p. 139)</p>
<p><em>Ser &#8220;responsável&#8221; é &#8220;responder pelos próprios atos&#8221;, é <em>corresponder</em>. No Jardim do Éden, foi um Adão imaturo que, ao descobrir que comera o fruto proibido, colocou a responsabilidade em Eva. E foi uma Eva imatura que, por sua vez, colocou-a na tentação da serpente. Aristóteles foi um dos primeiros a observar que nos <em>tornamos</em> as pessoas que somos devido às nossas próprias decisões. A filósofa inglesa Mary Midgley diz que &#8220;o ponto central da verdadeira excelência do Existencialismo [é] a aceitação da responsabilidade de ser como nos fizemos, a recusa a dar falsas desculpas&#8221;.<br />
Soren Kierkegaard, um dos pioneiros do Existencialismo no século XIX, deplorava os efeitos nocivos dos grupos e das multidões em nosso <em>senso</em> de responsabilidade. Ele diz: &#8220;Uma multidão em seu próprio conceito é o falso, pelo fato de deixar o indivíduo completamente impune e irresponsável ou, no mínimo, enfraquecer seu senso de responsabilidade, reduzindo-o a uma fração&#8221;. Nas <em>Confissões</em>, Santo Agostinho usou esse senso de responsabilidade enfraquecido pela pressão dos pares como traço central da meditação sobre o vandalismo de sua juventude &#8220;porque temos vergonha de recuar quando os outros dizem &#8216;Vamos!&#8217;.&#8221; E insistiu tanto quanto Aristóteles e os existencialistas no reconhecimento da responsabilidade pessoal pelo que fazemos. Um <em>senso </em>de responsabilidade enfraquecido não enfraquece o <em>fato </em>da responsabilidade.</em>
</p>
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		<title>ô angústia</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/10/02/o-angustia/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 12:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>geral</category>

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		<description><![CDATA[Bah, como tem paranho nisso aqui. Parece que ninguém entra neste blog há meses.
É, quase isso.  
O hábito de utilizar uma agenda para organização pessoal é muito curioso. Quanto mais você anota &#8220;to-do&#8221; nela, menos você respeita o que está escrito lá.
A minha é maravilhosa: em um mesmo dia, você encontra anotações de aula, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bah, como tem paranho nisso aqui. Parece que ninguém entra neste blog há meses.<br />
É, quase isso. <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O hábito de utilizar uma agenda para organização pessoal é muito curioso. Quanto mais você anota &#8220;to-do&#8221; nela, menos você respeita o que está escrito lá.<br />
A minha é maravilhosa: em um mesmo dia, você encontra anotações de aula, trabalhos para entregar, lista de compras, registros de <del datetime="2007-10-01T05:13:12+00:00">pagamentos </del>movimentações financeiras e alguns desenhos abstratos.<br />
Não que o dia escrito no topo da página tenha alguma relevância. Adoro escrever em dezembro para pensar que o natal está chegando.<br />
Contudo, há uma nota que repito toda semana para me forçar a tomar alguma atitude, e que é um dos principais motivos de uma angústia que sinto: &#8220;postar no Cosmolite&#8221;.</p>
<p>Céus, como eu queria ter textos engraçados, interessantes e bem escritos todos os dias. Como seria bom ter vários leitores fiéis e participativos, e a certeza de contribuir para a felicidade do dia de cada um deles. Ter um quilo de comentários divertidos e inteligentes e receber uma monção de louvor por contribuir com a qualidade de vida da população brasileira.<br />
Quiçá, até, chamar a atenção daquela garota teimosa. &#8220;Nossa, como ele é legal, acho que vou dar uma chance a ele&#8221;. Isso! É gol!</p>
<p>Pá, divaguei. Bem, acho que mostrei como gosto deste blog, de vocês e como o mundo é lindo.<br />
Então, está dito: estarei sofrendo de dores intestinais fortíssimas sempre que eu ficar muito tempo sem postar.</p>
<p>Lavada a roupa suja, vamos à novidades. Apenas uma, na verdade: criei uma categoria para agrupar os posts que faço para pessoas especiais. São minhas humildes declarações à todos aqueles que, com muito amor, me ajudam a ser quem sou.</p>
<p>See ya!
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A magia da descoberta</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/10/01/a-magia-da-descoberta/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 04:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>declarações</category>

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		<description><![CDATA[Você ainda recebe presentes embrulhados em caixas com lacinhos e um belo papel temático em volta? Não aqueles com a marca estampada, como embalagens de perfumarias ou grandes lojas, e sim um em que o pacote já é um presente por si só.


Bem, mesmo que não venha sendo uma prática comum com você, provavelmente alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você ainda recebe presentes embrulhados em caixas com lacinhos e um belo papel temático em volta? Não aqueles com a marca estampada, como embalagens de perfumarias ou grandes lojas, e sim um em que o pacote já é um presente por si só.</p>
<p />
<p>
Bem, mesmo que não venha sendo uma prática comum com você, provavelmente alguma vez você já recebeu um desses, então concentre-se nesta recordação. Compare o momento de abrir o pacote  com uma possível situação em que você receba o mesmo <em>produto</em>, mas sem enfeites extras.<br />
Sinta esta comparação, tente visualizar a sua reação. Meu objetivo é levá-lo à conclusão de como o <strong>processo da descoberta</strong> valoriza o <em>resultado</em>.</p>
<p>
Se não chegou até este ponto, tentemos outra abordagem: você, garoto (damas também podem utilizar este exemplo, mas reservo a elaboração a cada uma de vocês), foque suas lembranças no primeiro dia em que você pôs suas patas imundas no quadril da sua namorada (é, utilizei de eufemismo apenas para manter o nível da conversa, você entendeu). Agora, pense na última vez em que você fez a mesma coisa. Hoje, ontem, qualquer dia recente.<br />
A sensação que você teve foi diferente, não?<br />
Então, não que você não goste da sua garota, de forma alguma, mas a primeira vez foi uma descoberta. As seguintes foram, bem, as seguintes.</p>
<p>Ok, agora que concordamos no valor da descoberta sobre o resultado dela, posso discursar sobre como gosto dessa garota que você vai entender.</p>
<p>Era uma menina.</p>
<p>Conheci o Fernando. Nunca chegamos a uma conclusão sobre o ponto exato, mas nós no conhecemos. No colégio, provavelmente. Era um garoto de destaque algumas séries antes de mim. Então vieram as olimpíadas da escola, ele me emprestou Zelda (Ocarina of Time, grande jogo) e começamos a treinar karatê juntos. Ficamos amigos (e agradeço por isso todos os dias)(ok, não agradeço não, mas deveria.).</p>
<p>E ela passou a ser a irmãzinha do meu amigo.</p>
<p>Entrou a fase da música e das viagens pelo karatê. Passei a frequentar a <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4369523">Rua </a>e a ficar noites tocando músicas de amor e falando besteiras sobre o mundo e a vida. Surgiram os ensaios da banda e as primeiras <del datetime="2007-10-01T04:57:52+00:00">bebedeiras</del> festas.</p>
<p>E ela era a irmã do meu irmão.</p>
<p>Veio o verão de 01/02 e o último restaurante da minha família. Comecei a frequentar a casa de praia deles. Nos verões seguintes foi a vez de me tornar guia turístico e intérprete pela secretaria de turismo, mais do que motivo para passar toda a temporada com eles. Montamos <em>Ruivo e os Pentelhos</em> e a casa passou a ser Bolsão. O nosso Bolsão.</p>
<p>E ela era minha amiga, irmã do meu irmão.</p>
<p>Eis que o mano vai para Curitiba e eu passo os finais de semana na casa deles, mas sem ele. Ok, era estranho eu dormir na cama dele enquanto ele estava em outro estado, mas eu me sentia muito bem. A esta altura a mãe já havia me adotado, bem como (eu imagino e espero) toda a família, e com isso tive a oportunidade de conhecê-la melhor.</p>
<p>Então ela passou a ser minha irmã.</p>
<p>Passeei com ela no shopping. Decidimos presentes para a mãe, cuidamos <del datetime="2007-10-01T04:59:34+00:00">dos porres</del> do mano nas baladas. Conversamos sobre garotos, ensino médio, amigas e as mudanças da vida. Segurei-a no colo em algumas festas enquanto ela se recompunha e joguei algumas partidas de canastra com ela.</p>
<p>E continuo, com muito prazer, descobrindo mais dela a cada novo dia.</p>
<p>Mana, mesmo depois disso tudo saiba que, como o mano falou, você continua sendo nossa inha.<br />
E que, com o que disse aqui e mais o mundo que está por vir, eu amo muito você.</p>
<p><strong>Feliz aniversário <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14142303579310103864">Papú</a>!</strong></p>
<blockquote><p>Éééé&#8230; atrasado <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>integral</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/07/11/integral/</link>
		<comments>http://blog.calil.com.br/2007/07/11/integral/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 05:43:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>declarações</category>

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		<description><![CDATA[As máscaras de comportamento que o homem utiliza na sua vida em sociedade são deveras conhecidas.
Mesmo sem fundamentação, é simples de analisarmos uma pessoa com quem temos certa afinidade e perceber que a sua atuação muda conforme o ambiente.
Pior do que isso, existem aqueles que modificam suas maneiras para combinar com a onda ou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As máscaras de comportamento que o homem utiliza na sua vida em sociedade são deveras conhecidas.<br />
Mesmo sem fundamentação, é simples de analisarmos uma pessoa com quem temos certa afinidade e perceber que a sua <em>atuação </em>muda conforme o ambiente.</p>
<p>Pior do que isso, existem aqueles que modificam suas maneiras para combinar com a <em>onda</em> ou para ser sempre simpático e bem visto. Isso não é exatamente um padrão de comportamento, falamos aí de falta de caráter.</p>
<p>O equilíbrio entre ser como a massa e agir de acordo com o cenário - profissional, pessoal, particular, familiar, &#8230; - ou ser fiel às suas palavras e representar uma quebra total de hipocrisias é algo raro. Primeiro porque ninguém consegue ser aquilo que diz, porque o que ela é depende do mundo que a cerca. Fortaleza sobre a inconstância não perdura. Segundo, porque é difícil. É chato.</p>
<p>Os rótulos da sociedade e os vícios da criação que temos criam essas barreiras. Acabamos por nos tornar uma pessoa para nossa família e outra para os amigos. Mais tarde, surge um novo ser, com novas reações e respostas, na vida profissional.</p>
<p>Como falamos, o extremo disso é a falta de caráter. O reverso total, um eremita. Balança difícil&#8230;<br />
Eu, particularmente, procuro muito manter-me nessa tênue linha, mas é realmente complicado.</p>
<p>A retidão de caráter é um tema profundo e realmente pretendo comentá-lo em outra oportunidade. Minha proposta aqui é mais <em>nobre</em>: compartilhar minha enorme <b>alegria e honra</b> em conhecer alguém que encontrou, na sua índole, o resultado da equação exposta.</p>
<p>As palavras que ela diz são de uma riqueza única. Não que sejam sempre poesias incríveis, mas o simples fato de você ter a certeza de que aquilo que está ouvindo é verdade e é sincero faz com que você descubra o quão confortável é estar ao lado de alguém com um caráter invejável.</p>
<p>Segundas intenções ou joguinhos não existem. Não há omissão. Ela é impressionantemente clara e confiável.</p>
<p>Não obstante, a faculdade de ouvir lhe foi concedida no berço. É a única forma que encontro quanto tento entender como alguém pode ser tão bom ouvinte. Não de ficar quieto enquanto você deságua seus melindres, mas de ter sempre atenção e reflexão sobre o que está sendo discutido, eventualmente uma opinião construtiva ou apenas um aparecer conclusivo, mas sempre um retorno que garante que ela estava ali. Com você.</p>
<p>Complementando: sempre um retorno <em>sincero</em>.</p>
<p>Céus, o post ficaria enorme. Podemos falar das suas manhas? Da sua incrível dedicação e responsabilidade? Dos seus delicados medos ou talvez das ondas dos seus cabelos loiros?<br />
O resumo de qualquer tópico sobre essa garota é convergente: impressionante.</p>
<p>Sweet child of mine, meus mais sonoros, carinhosos e - como aprendi com você - sinceros <strong>parabéns</strong>.<br />
Feliz aniversário, Ally <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Where do we go now?</em>
</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>idas e vindas</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/07/01/idas-e-vindas/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 19:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>geral</category>

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		<description><![CDATA[Post direcionado. Provavelmente a pessoa a quem ele se destina nem saberá da sua existência, mas mesmo sim mantenho o registro.
Espero que apreciem  

Volto a questionar algumas teorias fatalistas.
Podemos acreditar que alguma coisa - momento, sentimento, vitória, relacionamento, situação&#8230; - seja eterna? Há alguma razão em dizer que [&#8230;] vai durar para sempre?
A vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Post direcionado. Provavelmente a pessoa a quem ele se destina nem saberá da sua existência, mas mesmo sim mantenho o registro.<br />
Espero que apreciem <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</blockquote>
<p>Volto a questionar algumas teorias fatalistas.</p>
<p>Podemos acreditar que alguma coisa - momento, sentimento, vitória, relacionamento, situação&#8230; - seja eterna? Há alguma razão em dizer que [&#8230;] vai durar para sempre?</p>
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra">vida na Terra</a> surgiu há 3,5 bilhões de anos e esse piscar de olhos foi o suficiente para que formas de vida surgissem e desaparecessem. Os dinossauros, exemplo típico, existiram entre aproximadamente 230 milhões e 65 milhões de anos atrás. E, acreditem, tinham força e tamanho suficientes para continuar por aí até hoje.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Império_Romano"><em>Holy Roman Empire</em></a>, por sua vez, durou de 753 AC a 476 DC. Era vasto, impetuoso, blá blá blá. Sucumbiu.</p>
<p>Neste clima de Maravilhas do Mundo Moderno, lembremos do Colosso de Rodes. Era uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, uma estátua toda de bronze com trinta metros de altura. Tinha os pés nas margens do canal da Ilha de Rodes e representava Hélios, o Deus do Sol. Demolida com um terremoto.</p>
<p>Hum&#8230; Torres Gêmeas? Bem, todos sabemos, deixa pra lá&#8230;</p>
<p>Temos também alguns exemplos do mundo virtual. A <a href="http://tecnologia.terra.com.br/internet10anos/interna/0,,OI542324-EI5026,00.html">bolha da internet</a> é uma prova disso. Cresceu, chamou atenção, atraiu investimentos&#8230; Até que, um belo dia, alguém disse: &#8220;pópará, que palhaçada é essa?!&#8221;. Estourou.</p>
<p>Temos incontáveis indícios de como as ações e construções humanas são perecíveis. Não sei se podemos provar isso, mas é uma verdade tangível e diária: somos efêmeros.</p>
<p>Porém, o que eu realmente questiono é o retorno: mesmo com a extinção, não poderia nascer uma linhagem de dinossauros? Não poderia Roma voltar a dominar regiões e se tornar uma grande potência? Foram construídas estátuas e obras gigantescas mesmo depois do Colosso de Rodes, não? Há até um projeto de reconstrução do WTC.</p>
<p><em>Life is a loop</em>.</p>
<p>Com a nossa insignificância atestada à toda prova, quais critérios uma pessoa tem para afirmar que <em>não dá mais</em>? Quais argumentos - eu pergunto - qual a razão existente por trás desta afirmação intemporal e levemente profética? Nós não podemos - <strong>não podemos</strong> - dizer que nada pode voltar, da mesma forma como não podemos dizer que algo seja eterno. Como a existência tem um fim, o fim tem um início.<br />
E o início, um fim; o fim, um início.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bilbo_Baggins">Bilbo </a>disse <em>there and back again</em>, e eu adoro esta frase. Ela é perfeita, uma lição de vida em quatro palavras.</p>
<p>Medo. A mediocridade da nossa espécie tem isso: o medo impede, inibe, controla a razão. E isso, provavelmente, é o que leva algumas pessoas a, surpreendentemente, negarem a possibilidade óbvia da felicidade. Medo faz as pessoas negarem o amor.</p>
<p>Para quê? Para talvez - só talvez - ter o direito de dizer &#8220;eu estava certa&#8221;. Recusa o amor, flagela-se a cada nova experiência frustrada, suja-se em cada mão estranha que encontra e perde o seu brilho a cada pontada de desespero.<br />
Mas estava certa!</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quincas_Borba">Ao vencedor, as batatas</a>.
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Animação básica em Java: sprites</title>
		<link>http://blog.calil.com.br/2007/06/12/animacao-basica-em-java-sprites/</link>
		<comments>http://blog.calil.com.br/2007/06/12/animacao-basica-em-java-sprites/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jun 2007 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mogli__</dc:creator>
		
		<category>t.i.</category>

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		<description><![CDATA[Faltou dizer: pretendo fazer alguns posts técnicos na área de TI, talvez até criar outra categoria.
Percebi o quanto ajudam blogs e fóruns ao redor da internet, e é - no mínimo - ético fazer o mesmo.  

Comecei a pesquisar sobre animações em Java forçado pela necessidade de desenvolver um jogo, requisitado como trabalho semestral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Faltou dizer: pretendo fazer alguns posts técnicos na área de TI, talvez até criar outra categoria.<br />
Percebi o quanto ajudam blogs e fóruns ao redor da internet, e é - no mínimo - ético fazer o mesmo. <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</blockquote>
<p>Comecei a pesquisar sobre animações em Java forçado pela necessidade de desenvolver um jogo, requisitado como trabalho semestral de uma disciplina da graduação.<br />
Na verdade o foco da questão é a análise do sistema, mas como prefiro o código àquelas caixinhas de necessidade discutível que a UML oferece, deixei isso para o resto da equipe, lendo apenas o necessário para não bancar um fantoche nas aulas.</p>
<p>Partindo de alguns sussurros “utilize sprites&#8230;” para o começo da pesquisa, achei várias fontes de material muito – muito, indeed – bom. Destaco o <a href="http://brackeen.com/javagamebook/">Developing Games in Java</a> e o <a href="http://fivedots.coe.psu.ac.th/~ad/jg/index.html">Killer Game Programming</a>.<br />
Créditos destas duas referências ao colega Cláudio Raso, integrante da equipe.</p>
<p>A seqüência foi ler os códigos fornecidos em paralelo com o conteúdo. Alguma coisa foi compreendida desta forma, mas o que mais ajudou foi um exemplo deveras simples, que me inspirei em fazer ao seguir o que nosso Professor tanto diz: quebre a complexidade.</p>
<p>Ok, um jogo pode ser algo que leve meses para ser desenvolvido. As variáveis, os controles, as condicionais&#8230; Pode ser impossível de começar se pensarmos assim.</p>
<p>
<img src="/up/c/ca/blog.calil.com.br/img/fundo.png" alt="fundo - fundo" title="fundo - fundo" />  <img src="/up/c/ca/blog.calil.com.br/img/chao.png" alt="chao - chao" title="chao - chao" />  <img src="/up/c/ca/blog.calil.com.br/img/esfera.png" alt="esfera - esfera" title="esfera - esfera" />
</p>
<p>O exemplo que eu segui, que é o código disposto aqui, trata-se do seguinte conjunto: um fundo, um chão e uma esfera. A esfera deve mover-se de acordo com as teclas esquerda e direita, respeitando os limites da tela.<br />
O jogo deve ser encerrado quando a aplicação for fechada.</p>
<p>Temos aí os casos de uso e os requisitos funcionais do sistema, para quem deseja fazer pontes com a análise.</p>
<p><strong>I wanna code!</strong></p>
<p>É interessante abstrair qualquer conhecimento sobre layouts (Gridbag e afins), porque a exibição dos componentes gráficos – na minha sugestão – não segue este tipo de procedimento.</p>
<p>Cada elemento é “pintado” na tela – herdeira do Frame (isso, AWT mesmo) – com o método drawImage. Existem várias alternativas para isso (drawString, drawRect&#8230;) que podem ser muito úteis, mas não são necessárias no nosso exemplo.</p>
<p>Este método tem quatro parâmetros: a imagem, a coordenada X, a coordenada Y e um observador – que é o próprio objeto.</p>
<p>Se o canto superior esquerdo da janela é a coordenada (0, 0) e eu mostro um desenho a partir destes valores, será que não podemos seguir a exibição quadro a quadro dos desenhos animados para montar o nosso jogo? Pensemos assim:<br />
. Tempo 1: exibir a esfera em (10, 50);<br />
. Tempo 2: exibir a esfera em (11, 50);<br />
. Tempo 3: exibir a esfera em (12, 50);<br />
. Tempo 4: exibir a esfera em (13, 50);<br />
Fica fácil concluir que a esfera está se movimentando horizontalmente para a direita, certo?</p>
<p>Para tanto, precisamos incrementar o valor X da esfera e chamar o método draw repetidas vezes. É&#8230; duas coisas diferentes, quase simultâneas. Se você pensou “programação paralela?!” está no caminho certo.<br />
Na verdade é uma vertente bem mais simples do que a ciência da programação paralela, vamos apenas lidar com uma Thread, porque temos mais de uma tarefa para ser executada o tempo todo: incrementar o X da esfera (de acordo com o teclado, é claro) e “pintar” o desenho.</p>
<p>Aqueles livros indicados anteriormente dão uma boa explicação sobre Threads, desde a compreensão inicial até a forma de implementar. Não é complicado e não vou me ater a isso aqui.</p>
<p>Maravilhoso, nossa teoria está quase pronta. Basta que verifiquemos se a esfera ainda não chegou ao limite da tela, pois isso impediria o movimento.</p>
<p>Da mesma forma como a tela, cada imagem tem como ponto (0, 0) o seu canto superior esquerdo. Portanto, se o X da esfera for 0 ela não poderá ir para a esquerda, e se o X mais a largura dela for igual à largura da tela, não poderá ir para a direita. Portanto:<br />
. Se a coordenada X da esfera for 0, impede movimento para esquerda;<br />
. Se a coordenada X da esfera mais a sua largura for igual à largura da tela, impede o movimento para direita;</p>
<p><div class="centralizado"><img src="/up/c/ca/blog.calil.com.br/img/marco_0.png" alt="marco 0 - marco 0" title="marco 0 - marco 0" /></div></p>
<p>Em teoria, é isso. Note que não há qualquer solução pronta chamada Sprite. Na verdade, sprite é um conceito de quadro a quadro, até onde eu pude entender.<br />
Para o exemplo que discutimos foram utilizadas quatro classes: LimitePrincipal, Gestor (inner class do LimitePrincipal), ControleEsfera e EntidadeEsfera, como segue:</p>
<p>ControleEsfera<br />
- aEntidadeEsfera<br />
+ ControleEsfera()<br />
+ caminhaDireita()<br />
+ caminhaEsquerda()<br />
+ confereColisaoDireita(int)<br />
+ confereColisaoEsquerda(int)<br />
+ getImagem()<br />
+ getX()</p>
<p>EntidadeEsfera<br />
- aImagemEsfera<br />
- aX<br />
+ getImagemEsfera()<br />
+ serImagemEsfera(Image)<br />
+ getX()<br />
+ setX(int)</p>
<p>LimitePrincipal<br />
- aControleEsfera<br />
- aGestor<br />
- aImagemChao<br />
- aImagemFundo<br />
- aThread<br />
- serialVersionUID<br />
+ LimitePrincipal ()<br />
+ criaTela()<br />
+ movimentoDireita()<br />
+ movimentoEsquerda()<br />
+ run()<br />
+ paint(Graphics)<br />
+ main(String [] args)</p>
<p>Gestor<br />
+ keyPressed(KeyEvent)<br />
+ keyReleased(KeyEvent)<br />
+ keyTyped(KeyEvent)</p>
<p>Copie, melhore e devolva: <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> <br />
. <a href="http://www.calil.com.br/acti/src_animacaoModelo.rar">Fonte</a>;<br />
. <a href="http://www.calil.com.br/acti/img_animacaoModelo.rar">Imagens</a>;</p>
<p>Não há duvida de que a maneira exposta é extremamente simples. Podem ser utilizados os demais métodos do listener, pode ser criado um controle de aceleração, pode variar a coordenada Y, pode&#8230; Enfim, há diversos recursos e possibilidades que foram abstraídos para facilitar o entendimento, e espero que tenhamos atingido isso.</p>
<p>Questione, comente, sugira.<br />
Façamos da colaboração nossa ferramenta de evolução.</p>
<blockquote><p>Faltou dizer: a orientação a objetos do exemplo está bem fraca e eu não expliquei o modelo MVC que foi utilizado porque não são o foco da questão. Ilustrou-se, apenas, uma das maneiras de realizar movimentos em Java. <img src='http://blog.calil.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
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