o primeiro obstáculo

Publicado por mogli__ em 30 Mai 2007 | sob: livro das virtudes

(Ramsés, o Filho da Luz; Christian Jacq; p. 13)

Exausto, o animal acalmou-se, contentando-se em apenas bufar e resfolegar. O rei largou-o, depois de ter feito sinal a Ramsés para se colocar atrás dele.
- Essa espécie é indomável. um macho como esse ataca através do fogo e da água e sabe esconder-se atrás de uma árvore para melhor surpreender seu inimigo.
O animal voltou a cabeça de lado e olhou por uns instantes seu adversário. Depois, como num gesto de impotência perante o Faraó, afastou-se para o seu território com passo tranqüilo.
- Você é mais forte do que ele!
- Já não somos adversários; fizemos um pacto.
Sethi tirou um punhal da sua bainha de couro e, com gesto rápido e preciso, cortou o caracol da infância.
- Meu pai…
- A sua infância está morta; a vida começa amanhã, Ramsés.
- Não venci o touro.
- Mas vencei o medo, o primeiro dos inimigos no caminho da sabedoria.
- Há muitos outros?
- Mais, muito mais do que os grãos de areia do deserto.
A pergunta queimava os lábios do rapaz…
- Então devo entender… que o senhor me escolhei como seu sucessor?
- Você acha que somente a coragem basta para governar os homens?

game over. Continue?

Publicado por mogli__ em 29 Mai 2007 | sob: geral

Não pense. Clique em YES.

A maioria de nós consegue caminhar sobre duas pernas, certo? Quantas vezes caímos até termos confiança e experiência o bastante para permanecermos eretos?
Você consegue redigir um texto e cantar uma música, não? Quando tinha aproximadamente sete anos de idade, quantas coisas conseguia fazer ao mesmo tempo? Meia, imagino.

A torrente de exemplos é assustadora, e todas direcionam uma conclusão gritante: evoluímos ao passo em que tentamos.

O erro é a melhor lição que podemos tomar, se soubermos aceitá-lo e entender as suas razões. Paulo Cisneiros entitulou sua obra, que foca este conceito em uma área espeficica, de aprender com os erros, crescer com os acertos.

Crescer com os acertos pode ser tema de futuros debates, mas aprender com os erros é imediato, é constante.

Você não é perfeito. Por mais que seu ego seja de dimensões pouco aconselháveis, no fundo dele, lá onde você só vai quando está sozinho e trancado no seu quarto, você é forçado a encarar os seus erros.

Somos humanos. Somos animais. Nós erramos.
Isso é natural.

Símbolo de sabedoria e melhor convite para uma vida próspera é reconhecer que você errou, encarar a situação sem hipocrisias - respirar fundo - e tentar de novo.

Foram alguns tombos de fralda no chão até que você pudesse correr, pular e dançar. Ok, talvez dançar você ainda não consiga, mas isso também é só questão de prática. De tentativas.

João Feres Jr foi além e sugeriu, no seu artigo sobre o estudo da política americana no contexto nacional, que podemos aprender com os erros dos outros.
É, de certa forma, o que a administração chama de benchmark. A aplicação principal é estudar o sucesso de certas experiências e aplicar os fatores na sua realidade, mas quem impede que você faça um benchmark dos fracassos, e aprenda sem ter de passar por eles?

Vestibular, carteira de habilitação, pedido de casamento. Tudo tem uma segunda chance. Terceira, quarta… Depende do seu empenho e interesse em conseguir.

Fernando Pessoa comentou, em um momento de grande iluminação, que podemos tirar uma boa lição de tudo o que vivemos, se estivermos acessíveis e concentrados nisso.

você se preocupa com as pessoas?

Publicado por mogli__ em 04 Mai 2007 | sob: geral

Ema, ema, ema
Cada um com os seus problemas

Ouvi esta máxima há alguns dias, em um momento trivial e insignificante ao ponto de eu não lembrar exatamente qual era. Ponto de ônibus, ônibus, terminal de ônibus ou algum elemento afim do sistema de transporte urbano, geralmente ouvimos esse tipo de coisa em lugar com muita gente.

Não acompanhei toda a conversa e não posso fazer um juízo de valor sobre o contexto no qual aquele pensador iluminista encaixou este lema da serenidade. Ainda assim, podemos julgar a citação, isoladamente.

Ela sugere, eu diria, que cada indivíduo é responsável pela sua vida e não deve se preocupar com a dos demais, sendo que por vida entendemos todas as faculdades que determinam o ser (pessoal, profissional, financeira, amorosa, social…), visto que todas estão passíveis à criação de algum problema.

Certo, até faz algum sentido. A primeira premissa é verdadeira, sem dúvida, mas… Aquela segunda não está com um ar cretino?
Poderíamos dizer que a pessoa não precisa se preocupar com a vida das outras, mas será que, se houvesse a oportunidade, o espaço para tal e a capacidade, você não ajudaria a um estranho?

Sejamos adultos. Ajudar não significa indicar qual ônibus a pessoa deve pegar, onde fica a rua 7 de setembro ou o telefone da farmácia mais próxima. Ajudar é doar o que há de melhor em você e que vá contribuir com as necessidades da outra pessoa. Seja sua atenção, conselhos, orientações, ouvidos, dinheiro, afeto, carro, compreensão.

Trate os outros como você gostaria de ser tratado, a Bíblia diz isso.
Ok, se isso não for argumento para você (não seria para mim…), pense que um mundo melhor depende de você.
Pode parecer exagero, mas é a mais pura verdade.

Ema, ema, ema.
Fico pensando o que a pobre ave fez…

enquanto isso, lá fora…

Publicado por mogli__ em 27 Abr 2007 | sob: livro das virtudes

(Uma verdade inconveniente, Al Gore, p. 232)

Velhos hábitos + Velhas tecnologias = Consequências previsíveis
Velhos hábitos + Novas tecnologias = Consequências radicalmente alteradas

Pense nisso.
Sério.

Open source e o fim do arco íris

Publicado por mogli__ em 20 Abr 2007 | sob: administração

Crescente ao ponto de não conseguir mais ser coberto por um logotipo quadrado que lembra uma janela colorida, todos percebemos como a emergência dos sistemas unix-based e similares está significativamente aparente.

Este movimento, na verdade, está além de sistemas operacionais alternativos. As distribuições Linux são, sem dúvida, um forte exemplo dessa espécie de programas, mas serviços como a Wikipedia e até, salvas as devidas proporções, o Orkut, representam.

Se focarmos em softwares, inevitavelmente discutiremos as regras ou conseqüências da licença open source. Programas publicados sob este selo possuem seu código fonte aberto, permitindo interação entre programadores e usuários irrestritamente. As correções, customizações e inovações sobre os sistemas são desenvolvidas de acordo com as necessidades do usuário, que as publicará para uso público novamente.

Esse conceito simples – que foi resumido, é claro – possui um poder, em escala, incrível. Tanto que é sensível a representação de distribuições Linux em servidores e ambientes corporativos.
Claro, é de graça. É? Falemos mais adiante sobre isso.

Os outros exemplos acima – Wikipedia e Orkut – não são programas open source, mas derivam de uma filosofia bastante similar.
Eles são gratuitos e construídos pelos usuários. Como Benkler entitulou, são produções comuns compartilhadas ou, preferencialmente, common-based peer production.

É introduzida uma nova tendência de produção, além das tradicionais teorias da firma (produção controlada pela empresa) e do capital (produção controlada pelos preços). Aqui, a produção é comunitária, sob demanda ou interesse, compartilhada e coordenada de forma a atingir algum objetivo.

Entendo que a palavra de ordem nessa esfera seja colaboração. Não há força privada ou proprietária que possa ser maior do que a união comum. Quando as pessoas investem parcelas do seu tempo e conhecimento em produções públicas, quando colaboram em um objetivo, os resultados são imensos. A própria Internet pode ser apontada como de produção colaborativa. Venho há algum tempo afirmando, a quem quiser ouvir, que você pode saber tudo sobre qualquer assunto: a massa de conhecimento disponível na Internet é insuperável.
Se estou correto nesta afirmação então, certamente, não há exemplo maior de produção colaborativa comum do que a rede mundial.

Ok, mas alguém tem que pagar as contas.
Sem dúvida. É nesta inquietante necessidade que entram algumas linhas de administração que inclusive já foram comentadas aqui.

Se analisarmos as formas de produção em concordância com as tendências de mercado, haveremos de concluir que, o que tende a ser comercializado hoje em dia é o como fazer, uma vez que o produto é de origem comum.

Ora, se o atento leitor lembrar que comentei em Produzindo trabalho que o fluxo do trabalho tende a serviços externos e terceirizações, perceberá o que pode ser feito com a filosofia open source. O produto pode ser gratuito, mas o conhecimento é seu: você pode instalar o sistema, customizar para o negócio, capacitar os usuários e assinar um contrato de manutenção. Isto é o seu conhecimento. E você cobra por ele.

A ótica da produção de renda com outsourcing pode ser vista também como ferramenta política de consolidação da economia nacional, uma vertente do desenvolvimento sustentável, onde não só manteremos os meios e controle das fontes naturais, mas também faremos com o capital seja mantido no país.

Aos que estavam presentes, fica claro que resumi aqui o que discutimos em aula na Universidade. Tento esclarecer minhas idéias sobre um tema tão amplo e significativo.

Como de praxe, são as minhas meras opiniões.
Show us your universe.


Aos que estranharem o fato de eu comentar a doutrina open source, que fiquem claras minhas intenções em ingressar nesta família.
Nem que seja para conhecer melhor seu inimigo, como diria Shun Tsu, mas, anyway, há um grande interesse.

ouvindo meus ecos

Publicado por mogli__ em 17 Abr 2007 | sob: livro das virtudes

(O Livro das Virtudes, William J Bennett, p. 207)

Damon e Pítias
Damon e Pítias eram grandes amigos desde a infância. Confiavam um no outro como se fossem irmãos e ambos sabiam, do fundo do coração que nada havia que não fizessem um pelo outro. Chegou o dia em que precisaram demonstrar a profundidade dessa devoção. Aconteceu assim:

Dionísio, rei de Siracusa, aborreceu-se ao tomar conhecimento dos discursos que Pítias vinha fazendo. O jovem pensador andava dizendo ao público que nenhum homem deve ser ter poder ilimitado sobre outro e que os tiranos absolutos eram reis injustos. Num assomo de cólera, Dionísio mandou chamar Pítias e seu amigo.
- Quem você pensa que é, espalhando a inquietação entre as pessoas? - exortou.
- Divulgo apenas a verdade - respondeu Pítias. - Não pode haver nada errado nisso.
- E sua verdade sustenta que os reis têm poder demais e que suas leis não são boas para os súditos?
- Se um rei apossou-se do poder sem a permissão do povo, sim, é o que falo.
- Isso é traição! - gritou Dionísio - Você está conspirando para me depor. Retire o que disse ou arque com as conseqüências.
- Não retiro nada - respondeu Pítias.
- Então você morrerá. Tem algum ultimo desejo?
- Sim. Permita-me ir em casa apenas para dizer adeus à minha mulher e meus filhos e deixar em ordem os assuntos domésticos.
- Vejo que não somente me considere injusto, mas também estúpido – Dionísio riu, sarcástico. – Se sair de Siracusa, tenho certeza de que nunca mais o verei.
- Dou-lhe uma garantia – disse Pítias.
- Que garantia nesse mundo você me poderia dar para fazer-me crer que algum dia voltará? – exclamou Dionísio.
Nesse momento Damon, que permanecia calado ao lado dos amigos, deu um passo à frente.
- Eu serei a garantia – disse. – Mantenha-me em Siracusa como seu prisioneiro até o retorno de Pítias. Nossa amizade é bem conhecida. Pode ter certeza de que Pítias voltará se eu ficar retido aqui.
Dionísio examinou em silêncio os dois amigos.
- Muito bem – disse por fim. – Mas se está disposto a tomar o lugar do seu amigo, deve ser dispor a aceitar a mesma sentença, se ele quebrar a promessa. Se Pítias não voltar a Siracusa, você morrerá em lugar dele.
- Ele cumprirá a palavra – respondeu Damon. – Não tenho a menor dúvida.

Pítias recebeu permissão para partir e Damon foi atirado na prisão. Muitos dias se passaram e, como Pítias não voltava, Dionísio se deixou vencer pela curiosidade e foi à prisão ver se Damon já estava arrependido de ter feito o acordo.
- Seu tempo está chegando ao fim – o rei de Siracusa escarneceu. – Será inútil implorar misericórdia. Você foi um tolo ao confiar na promessa do seu amigo. Pensou realmente que ele iria sacrificar a vida por você, ou por qualquer outra pessoa?
- É um mero atraso – Damon rebateu com firmeza. – Os ventos não permitiram que navegasse, ou talvez tenha encontrado um imprevisto na estrada. Mas se for humanamente possível chegará a tempo. Tenho tanta certeza da sua virtude como da minha própria existência.
Dionísio admirou-se da confiança do prisioneiro.
- Logo veremos – disse ele, deixando Damon sozinho na cela.

Chegou o dia fatal. Damon foi retirado da prisão e levado à presença do algoz. Dionísio saudou-o com um sorriso presunçoso.
- Parece que seu amigo não apareceu – ele riu. – Que acha dele agora?
- É meu amigo- Damon respondeu. – Confio nele.

Nem terminara de falar e as portas se abriram, deixando entrar Pítias cambaleante. Estava pálido, ferido e a exaustão tirava-lhe o fôlego. Atirou-se aos braços do amigo.
- Você está vivo, graças aos deuses – soluçou. – Os fados pareciam conspirar contra nós. Meu navio naufragou numa tempestade, bandidos me atacaram na estrada. Mas recusei-me a perder a esperança e finalmente consegui chegar a tempo. Estou pronto a cumprir minha sentença de morte.

Dionísio ouviu com espanto essas palavras. Abriam-se seus olhos e seu coração. Era-lhe impossível resistir ao poder de tal lealdade.
- A sentença está revogada – declarou ele. – Jamais acreditei que pudessem existir tamanha fé e lealdade na amizade. Vocês mostraram como eu estava errado e é justo que os recompense com a liberdade. Em troca, porém, peço um grande auxílio.
- Que auxílio? – perguntaram os amigos.
- Ensinem-me a ter parte em tão sólida amizade.

Fico me perguntando onde estão meus amigos. Foram atos meus, ausências minhas ou a simples passagem do tempo?
Gostaria de trazê-los para perto novamente.

shame, shame, shame

Publicado por mogli__ em 14 Abr 2007 | sob: geral

Que me perdoem os fatalistas, mas a vida é de quem faz. Se suas conjecturas permitem a existência de um poder superior (ou Poder Superior, anyway), e sendo o livre-arbítrio um dos legados do homem, não posso acreditar que nos seria fornecida a chance de decidir sobre nosso atos se todas as suas conseqüências já estivessem determinadas.

Concomitantemente, a inglesa Mary Midgley afirma que o ponto central de excelência do existencialismo é a aceitação da responsabilidade (ou falta dela…) sobre nossos atos e suas conseqüências.

Esta linha só é fortalecida quando nos deparamos com aquela miríade de se… que surge ao refletirmos sobre um evento.

Portanto, deixando a demagogia ir dar uma volta no parque, gostaria de lembrá-los - de tomar a liberdade de lembrá-los - que os seus atos, as suas ações, as suas decisões implicarão diretamente sobre a sua vida e o seu futuro.

Sabe o gosto do arrependimento? É horrível.

Seja conseqüente. Maktub é para os acomodados.

consideração coletiva

Publicado por mogli__ em 14 Abr 2007 | sob: livro das virtudes

(O Livro das Virtudes, William J Bennett, p. 161)

Juramento ateniense
Este juramento era feito por jovens da Antiga Grécia ao atingir os 17 anos.

Não causaremos desgraças a nossa Cidade por atos de desonestidade ou covardia.

Lutaremos individual e coletivamente pelos ideais e tradições da Cidade.

Prestaremos reverência e obediência às leis da Cidade e envidaremos os melhores esforços para que nossos superiores - que podem modificá-las ou anulá-las - as respeitem também.

Lutaremos sempre para incentivar o povo a desenvolver a consciência cívica.
Através destes procedimentos, legaremos uma Cidade, não apenas igual, mas maior e melhor do que a que nos foi legada.

Não preciso complementar…

there and back again

Publicado por mogli__ em 13 Abr 2007 | sob: livro das virtudes

So, tentativa de ressuscitação. Espero que dê certo.
Pretendo tratar o blog com um caráter menos formal e, talvez, mais parecido comigo.

Nesta categoria, livro das virtudes, pretendo escrever trechos de livros que, no contexto da data da publicação, possuam alguma relação com o momento pelo qual estou passando.


O nome dela, é claro, é uma referência magna por si só.

Algumas pessoas, imagino, vão entender recados, indiretas ou o meu estado de espírito. Para as demais, vale a dica do livro.

;)

vá além

Publicado por mogli__ em 20 Mar 2007 | sob: administração


A pede para B buscar café.
B nota que terminou, volta e informa A deste triste fato.


A pede para B buscar café.
B nota que terminou, passa mais e serve A.

Um exemplo esdrúxulo, sem dúvida. Você, que certamente entendeu a mensagem, empregue esta analogia na elaboração em um Relatório Mensal de Vendas. Se faltarem algumas informações, o coordenador de vendas deve enviar um relatório incompleto ao gerente ou deve ligar para cada vendedor e buscar o que precisa?

Essas situações tratam do que foi aconselhado por Og Mandino em uma das lições de O Mago da Palavra: ande sempre a milha extra.

Uma pessoa, profissional ou particularmente, deve ter a consciência crítica sobre seus atos mais exigente do que as pessoas em volta. Assumir para si mesmo que uma tarefa não foi cumprida da melhor maneira que poderia ser, e, principalmente, corrigir esta falha, é efetivamente o que todo gerente, pai e professor espera de nós.
Temos capacidade cognitiva para avaliar as ações de terceiros. Sabemos dizer que um zagueiro jogou mal, que um motorista é ruim, que um colega apresentou mal um trabalho. Conseguimos fazer o mesmo de maneira reflexiva. Temos de constatar que determinada operação precisa ser feita com responsabilidade e capricho, mesmo que ninguém peça.

Se você foi contratado para limpar o tapete, mas você aproveitou e varreu a sala, certamente será contratado novamente. Você andou a milha extra, e é o que todos buscamos nas pessoas.

Dedicação e compromisso, de verdade.

Certamente todos já ouviram os termos eficiência e eficácia. Peter Drucker afirmava, enfaticamente, que eficiência é fazer certo, enquanto eficácia são as coisas certas, o objetivo.

Todos concordamos que, no primeiro cenário, B foi eficiente: fez a coisa certa, foi buscar café. Não tinha, e isso não havia sido previsto na ordem de A.
No segundo cenário, munido de senso crítico, empenho e responsabilidade, ele passa café e concatena à situação sua eficácia: levou café para A.

Passar café não havia sido pedido, ele andou a milha extra.
E certamente está mais perto de um aumento.

« Página Anterior - Próxima Página »